Título Original: Child of the Prophecy

Série: Trilogia Sevenwaters (Livro 3)


Autor(a): Juliet Marillier


Editora: Butterfly


Número de Páginas: 640


Ano: 2014




Contém spoilers de Filha da Floresta e Filho das Sombras

É no pequeno vilarejo litorâneo de Kerry que Fainne vive com seu pai, Ciarán. Depois de ele ter deixado Sevenwaters com Niamh, sua, agora, falecida esposa, nunca teve intenções de voltar. Os dois levam uma vida solitária, morando em um alojamento pequeno, chamado de Honeycomb, e não mantendo relações estreitas com ninguém. O único amigo de Fainne é Darragh, um viajante, que passa apenas os verões, juntamente com sua caravana, no povoado onde ela mora. A garota sempre espera ansiosa por sua chegada, pois é uma das poucas vezes que existe uma mudança em sua tão restrita rotina.


Desde pequena seu pai ensina a ela a arte da magia. Por ter sido um druida quando mais novo, e bastante promissor, apesar de ter decidido deixar os nemetons de lado e vir para Kerry com Niamh, Ciarán não poupa esforços para que Fainne se torne tão versada na prática de feitiços quanto ele próprio. Raramente sorri, e acha muito importante que a filha seja capaz de ter autocontrole e grande capacidade de concentração. Apesar de ser reclusa, Fainne gosta bastante de sua vida, do silêncio constante do Honeycomb e de praticar diariamente, seja movimento objetos, estudando a história de seu povo, ou apenas meditando.


Apesar de mancar, devido a uma deformidade em um de seus pés, ela leva uma vida normal para alguém de seu povo. Não sabe nadar, pois tem medo de água, nem cavalgar, mas não se importa com isso, uma vez que aquilo em que está realmente interessada é a prática da magia. Um dia, quanto já é adolescente, Ciarán lhe conta a história dele e de sua mãe, como os dois se conheceram em Sevenwaters e tiveram sua união proibida, como Niamh foi obrigada a se casar com o líder de outra região e foi, mesmo debilitada, resgatada por sua irmã Liadan, que a levou até um lugar seguro. Com isso, seu pai tem o propósito de introduzi-la as outras pessoas de sua família, para lhe dizer que deve ir para Sevenwaters.

Fainne não gosta da ideia de seu pai, pois não pretendia se separar dele em nenhuma circunstância, muito menos ir para um lugar estranho, principalmente agora que ele está doente, mas não tem outra opção. Entretanto, antes que ela vá morar com seus tios e primas em Sevenwaters, Ciarán chama sua mãe, a avó de Fainne, Lady Oonagh, para que passe um tempo com a menina e lhe ensine coisas que homens não costumam saber, como agir e falar de modo compatível a uma dama, bordar, entre outras habilidades costumeiras a uma garota daquela idade. 

Ciarán então deixa Fainne sozinha em casa pela primeira vez, o que a faz ficar muito chateada. Ele nem se despediu e isso a machuca, mas ainda assim a garota espera pela avó. Contudo, quando Lady Oonagh chega, fica bem claro para Fainne que suas intenções não são apenas ensiná-la a se portar decentemente. A feiticeira não demora em lhe inteirar de seus planos de destruir a campanha de Sean de Sevenwaters e seus aliados para recuperar As Ilhas, que foram tomadas pelos bretões, tão caras para aquele povo e suas crenças. Agora, além de suportar os diversos castigos e ameaças da avó, Fainne também precisa decidir se irá obedecê-la ou lutar por aquilo em que passou a acreditar.


Filha da Profecia é o terceiro volume da trilogia Sevenwaters, que, até onde eu sei, conta com mais do que apenas 3 livros. Não tenho certeza se são spin-offs, mas felizmente existem mais contos dessa série maravilhosa. Se você já leu as resenhas dos livros anteriores, vai perceber que eles ganharam uma nota maior do que esse, porém não foi porque eu gostei menos dele, e sim porque gostei mais dos outros (isso faz diferença, acredite).

Embora Filha da Profecia não tenha sido meu exemplar favorito, gostei bastante dos novos personagens, e ainda mais de rever os antigos conhecidos. Entretanto, Eamonn de Marshes era um sujeito que já poderia estar bem longe. Ao menos ele foi útil no final, mesmo que movido por seus próprios interesses. Achei que a Fainne corresponde a alguns clichês que vemos em livros atualmente, como o de não poder amar ou se apegar a alguém, ou acreditar que não pode pedir ajuda a ninguém, isso eu entendo, mas mesmo assim consegue fazer isso de uma forma única.

Alguns personagens podem ter morrido no segundo livro, o que foi muito triste e doloroso, contudo em Filha da Floresta a Juliet testa a nossa paciência e capacidade de aguentar notícias duras sem infartar. Mas, claro que só brincar com o nosso coração não é suficiente, então ela tinha que matar um personagem muito querido desnecessariamente. Aconteceu tão rápido e inesperadamente que eu nem consegui absorver ainda. Quase não consegui ler o capítulo final. Estava evitando ter muitas esperanças, para, caso o que eu esperava não acontecesse, ficar um pouco menos triste.

A história de Fainne, apesar de tão bem escrita quanto as anteriores, não me encantou tanto quanto as outras. Acho que nesse livro o desenrolar dos eventos ficou meio óbvio, e o título dele em português também não deixa muita coisa para a imaginação. Mesmo que eu goste e que ele combine com a série, tira um pouco da surpresa, porém, no fundo, isso não importa tanto, já que a Juliet escreve como se ela mesma tivesse visto e participado de tudo o que aconteceu. A edição da Butterfly está linda como sempre, e dessa vez não encontrei nenhum erro de ortografia. Infelizmente, também não encontrei a introdução da autora a série, o glossário e a forma correta de pronunciar os nomes, que os livros anteriores possuíam.   


6 Comentários

  1. Renata querida adorei companhar suas impressões sobre essa série por aqui. Uma pena quando o último livro não é tão bom quanto os anteriores. Confesso não gostar de séries onde muitos personagens morrem =( enfim espero que os outros spins-offs ou não sejam bons.
    Beijos e ótimo mês de leitura para vc queridona!!!

    Leituras, vida e paixões!!!

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    1. Aline, que maravilha!
      Pois é, mas mesmo assim isso não apaga a série incrível que foi a trilogia(?) Sevenwaters. Ah, mas te garanto que não é NADA comparado As Crônicas de Gelo e Fogo. Na verdade, acho que nada é, haha. Eu também :>
      Beijão, obrigada e igualmente!

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  2. Eu quero ler, eu quero ler, eu quero ler!!!
    Amiga, não li sua resenha para não pegar spoiler, pois quero muuuito ler esses livros. Mas, pude ver pelo comentário da Aline que você não curtiu muito. Muitos personagens morrem? =/
    Beijoss,

    versosenotas.blogspot.com.br

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    1. Eu sei Bá, e, sério, morro de pena de ti que não pode ler as resenhas... sei porque sou igualzinha, detestaria saber spoilers de coisas que acontecem nos livros anteriores. Curti sim amiga, só não curti tanto quanto os outros, entendeu? Haha, ó, nessa parte eu falo disso:
      "Se você já leu as resenhas dos livros anteriores, vai perceber que eles ganharam uma nota maior do que esse, porém não foi porque eu gostei menos dele, e sim porque gostei mais dos outros (isso faz diferença, acredite)." - Eu mesma. Hahahaha.
      Alguns, e muito queridos, sim. Super beijo!

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  3. Estou empacada neste livro tem mais de mês.... ainda não sei bem o porquê, já que eu devorei os outros dois. Mesmo assim não tive coragem de ler a resenha toda... só passei o olho e aparentemente tivemos impressões parecidas e coincidentemente li até a parte em que ela vai para Sevenwaters (hihihi)
    Agora (por questão de honra) vou terminar de ler pra trocarmos mais impressões!
    Bjs e espero dicas de novas leituras! ;)

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    1. Ah, que pena Andrea. Mas eu entendo, como é, rs. Eles são absolutamente incríveis, né? Ah, não tinha problema ler ela inteira não, mas você é quem sabe.
      Claro, vou adorar saber o que achou, e se nossas opiniões são parecidas (ou não).
      Beijo, pode deixar ;)

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