Título Original: Reawakened

Série: Deuses do Egito (Livro #2)

Autor(a): Colleen Houck

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 368

Ano: 2016



Após ser forçada por Hórus a matar Amon, obrigando-o a cumprir o seu destino - a tarefa para a qual foi designado - manter o Deus Set afastado por pelo menos mais 1000 anos, Lilliana Young fica desolada. Estuda o dia inteiro, até esgotar as forças, tentando evitar pensar no namorado, e, com a promessa de ir para a faculdade que seus pais gostariam que ela frequentasse, consegue que eles a deixem passar as férias com a avó, que não vê há algum tempo.

Lily espera que, ao menos no sítio de sua vó, ela possa ter um pouco de paz, esquecer a loucura que foram as últimas semanas - mesmo que ela ainda visite Amon em seus sonhos, devido ao amuleto em forma de escaravelho que ganhou de presente do amado. Devido a isso, Lilliana sabe também que ele resolveu desistir de continuar a cumprir com o seu dever, indo então para o mundo dos mortos e, por estarem conectados, ela pode sentir o quanto ele sofre a cada dia que passa lá.


Entretanto, aquilo que deveriam ser férias tranquilas na fazenda de sua avó, se transforma rapidamente em outra aventura: em sua primeira noite no sítio, o Deus Anúbis a acorda no meio da noite, avisando que ela deve salvar Amon. Diz que o príncipe ir para o mundo dos mortos não foi certo, e que haverá graves consequências para todos, deuses e mortais, se ele não for trazido de volta logo. Ele também fala que Lily é a única que pode resgatá-lo.

Sem muitas opções, e temendo perder o amado para sempre, Lily concorda em ir com Anúbis encontrar o Dr. Hassan, que a ajudará na parte inicial de sua jornada. Ela deverá sofrer uma mudança, tanto física quanto mental, para que possa entrar no reino dos mortos e resgatar Amon, mesmo estando viva. Entretanto, a transformação não sai como o esperado, o que pode acabar atrapalhando a vida de Lily... mas também pode ajudá-la.



Olha, não que eu não tivesse gostado da Lily em O Despertar do Príncipe, mas simplesmente adorei ela em O Coração da Esfinge. Ela me pareceu muito mais confiante, independente (o que, a meu ver, se deve bastante a um "personagem" novo que aparece nesse volume), apesar de estar um pouco deprimida e letárgica no início do livro. Mas, afinal, quem poderia culpá-la? Não deve ser nada fácil perder a sua alma gêmea.


Acho que a mitologia egípcia, apesar de marcar forte presença na obra, poderia ter sido melhor trabalhada. Tive a impressão de que, quando ouvíamos a história de alguém no livro, a Lily simplesmente parava de falar sobre tal personagem e a Colleen colava a página da Wikipedia do Deus/Mito/Ser que estava sendo discutido, quando poderia ter sido feito algo bem mais interativo. Felizmente, isso não acontece com grande frequência.

Gostei do fato de O Coração da Esfinge não focar tanto no romance, e sim na jornada de Lily para encontrar Amon - mesmo que um novo casal comece a se formar, abrindo espaço para um triângulo amoroso (inofensivo, entretanto). Para ser sincera, estou bem enjoada de triângulos amorosos, pois eles geralmente são bem óbvios, e esse não é diferente: portanto, não se preocupe, seu casal favorito do livro, digo, Lily e Amon, ainda ficarão juntos.

Porém, o fato de Lily estar procurando por Amon para salvá-lo, significa que o nosso príncipe egipcío favorito não aparece muito durante a história, o que é uma pena. Mas já passamos por isso antes, não é mesmo *cof cof* Ren? Vamos superar novamente, e encontrá-lo no próximo volume. Não preciso nem falar nada sobre a edição da Arqueiro, que está impecável como sempre. Amo as capas metalizadas de Deuses do Egito, apesar de quase ter ficado cega quando levei essa lindinha edição dourada para o sol, rs.


Título Original: This Raging Light

Autor(a): Estelle Laure

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 208

Ano: 2016

A vida de Lucille não poderia estar mais complicada do que no momento, do alto de seus 17 anos. Alguns anos atrás, o pai dela foi internado em uma clínica para pessoas com doenças mentais, e, desde então, a mãe nunca mais foi a mesma; cuidava de Lu e de sua irmã menor, Wrenny, contudo sempre aparentava estar cabisbaixa, deprimida. Um dia, ela simplesmente avisa para as filhas que irá viajar por duas semanas, tirar uma folga, e deixa as duas em casa, sozinhas, com a vizinha como contato de emergência. Porém, mais de 14 dias se passam e ela não volta.

A única notícia que Lucille e sua irmãzinha receberam da mãe nesse período foi uma mera nota de 100 dólares, enviada pelo correio - nada mais, nem uma palavra sobre como ela estava ou quando voltaria. Lu logo percebe que elas não conseguirão sobreviver apenas com essa quantia até a mãe decidir voltar, e enquanto leva Wren para brincar no parquinho, considera o que fará. Lá, ela conhece e começa a conversar com a irmã da amiguinha de Wrenny, Shane, porém é cuidadosa ao mencionar a mãe.


As duas acabam chegando no assunto trabalho, e Shane menciona que há uma vaga em um restaurante bastante conhecido na cidade, o Fred's. A ideia de ser uma empregada no local não parece muito agradável para Lu, mas ela tem poucas opções, já que o pouco dinheiro que tem está acabando, e precisa sustentar a si própria e a irmã - caso contrário, alguém poderia notar que algo estava errado, e a assistência social acabaria levando Wren -, então diz à Shane que irá se candidatar.

A única pessoa com quem pode realmente contar no momento é Eden, sua melhor amiga, que sabe da situação de Lucille com a mãe, e se dispõe a ajudá-la, até mesmo cuidando de Wren se necessário. Porém, para piorar a sua situação, Lu está apaixonada pelo irmão gêmeo de Eden, Digby, só que ele tem namorada. Entretanto, Digby acaba descobrindo que a mãe de Lucille simplesmente deixou ela e sua irmã sozinhas, sem quase nenhum recurso, e se compromete a ajudá-las também. Talvez com isso, tudo de ruim que está acontecendo na vida de Lucille no momento, possa começar a melhorar.


Um dos principais motivos que me fez solicitar Essa luz tão Brilhante como cortesia para a Arqueiro foi a sinopse - além da capa linda, claro, haha. Não necessariamente o resumo do livro, mas o que ele prometia: uma garota de 17 anos com uma irmã menor, que, de uma hora para outra se vê sozinha, basicamente não pode contar com ninguém além de si mesma, e lida com isso. Não vou dizer que o livro decepcionou nesse quesito, mas também não foi bem o que eu esperava.


Para mim, a sinopse dá a entender que esse seria um livro mais dramático, talvez até um pouco pesado, contaria uma história de luta e drama, mas a trama na verdade é bem leve. Alguns problemas que a personagem principal tem são resolvidos de maneira fácil, do tipo "não acontece na vida real", e também tive a impressão de que, por vezes, a autora foca muito no provável romance entre Lu e Digby, quando eu esperava mais problemas domésticos, ou pessoas com a intenção de bagunçar a vida de Lu e Wrenny.

Por falar em Lu e Wrenny, elas são demais. Na verdade, achei todos os personagens do livro bem construídos e super originais, um mega ponto positivo para a Estelle. Por falar nisso, acho que famílias de ruivos devem ser geneticamente mais legais ou algo do gênero, pois Eden, Digby e a mãe deles são uns amores. Até achei Eden mais interessante do que o irmão dela, que faz o tipo meio caladão, pois ela tem uma vibe de "não mexa comigo", mas sabe ser um amor (mesmo que uma atitude dela tenha sido bem forçada).

Gostei bastante dos flashbacks que a autora inseriu na história, pois com eles podemos ver o que realmente aconteceu com o pai de Lucille, e qual foi o papel dela nisso. Apenas achei que, em certos pontos, o livro pareceu meio raso, mas isso deve ser porquê a história não foi bem o que eu esperava - não que isso seja algo ruim, só diferente. A capa, como eu já havia dito, ficou maravilhosa, mesmo que possua somente padrões de cores, e a diagramação muito bem-feita da Arqueiro torna a leitura de 200 páginas ainda mais rápida.

Achei esse marcador de estrelinha que veio com o livro a cara da Princesa Caroço, rs.

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Primeiramente, preciso me desculpar por ter postado tão pouco esse mês - sim, eu sei que esse é o primeiro post que faço em Setembro, mas sempre tento compartilhar algo novo na página do Facebook do blog, no Twitter ou até mesmo no Instagram - mas isso é porque, além de nessas três últimas semanas eu ter tido muitas provas/trabalhos, fiz simulador e todas as aulas práticas necessárias para carteira de motorista! Sim, gente, vou poder dirigir logo, logo (isso se eu passar na prova segunda - me desejem sorte!).
Esse post mesmo era para ter saído no fim de semana passado, porém eu fiquei doente. Felizmente, agora já estou bem melhor, e prontinha para mostrar as novidades!
Da editora Arqueiro/Sextante, eu recebi Essa Luz Tão Brilhante, um livro que eu já tinha interesse em ler antes mesmo de ser lançado por aqui (pessoal da editora, vocês leram meus pensamentos! Obrigada ) e O Coração da Esfinge, continuação de O Despertar do Príncipe, que eu já resenhei aqui no blog.



E do Grupo Pensamento veio Armadilha, que parece ser um mistério/suspense muito legal! Um daqueles livros que você não consegue prever o final logo de cara, e que só te deixa curiosa para ler mais e mais.



Trarei a resenha deles o mais cedo possível - se bobear, termino Essa Luz Tão Brilhante no fim de semana e já trago a resenha para vocês.
Só gostaria ainda de aproveitar e pedir desculpa a todos os blogs amigos que eu não pude visitar nesse tempinho em que fiquei ausente. Vou fazer o possível para checar todos os posts que perdi de vocês, lindas! Não quero que pensem que eu esqueci de ninguém, viu?! Beijos mais do que especiais!

Oi Gente! Sei que não tenho postado muito ultimamente, mas é que além de estar fazendo mais cadeiras na faculdade esse semestre, também - momento novidade! - comecei a escrever um epílogo para Missão Calu, duas semanas atrás! Provavelmente a maioria de vocês já conhece o meu conto, e talvez alguns até façam parte dos que gostariam de uma continuação, então eu, finalmente, resolvi concretizá-la. A única questão é: será que será satisfatória? Hmm, ótima pergunta, porque eu realmente não sei o que está acontecendo com esse epílogo, mas, definitivamente, não é o esperado, rs.
De vez em quando gosto de ouvir música enquanto escrevo, mesmo que isso não se aplique para quando eu estou lendo, então, a ideia lógica que eu tive para esse post, era trazer outra Playlist Literária. Algo que não faço há um bom tempo, convenhamos.
Escolhi então o livro Cinderela Pop, porque, além de eu amar a capa dele, adorar a história, e ele ser de uma autora brasileira, tem muita música eletrônica envolvida, um dos meus estilos preferidos no momento. Só queria mesmo saber o que a DJ Cinderela acharia da minha playlist para ela.


Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música! Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando... com um príncipe que ainda não conhecia. Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Desiludida, ela deixou de acreditar em romances e teve que reconstruir cada parte de sua vida, sem deixar o mínimo espaço para o amor. Ela só não contava com um detalhe... Havia mesmo um belo príncipe em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!


Acho que essa foi uma das playlists mais animadas que já montei, e estou realmente contente com ela! Lembrando que, ainda escolhi as músicas para que os seus títulos/letras ficassem de acordo com a história, na medida do possível. Agora, só espero que ela faça vocês dançarem, haha.



Título Original: Tell me Three Things

Autor(a): Julie Buxbaum

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 288

Ano: 2016

Desde a morte de sua mãe, 2 anos atrás, a vida não tem sido muito fácil para Jessie Holmes. Tanto ela quanto o pai precisam encontrar um jeito de lidar com a perda, e parece que continuar com algo semelhante a uma rotina, se focando, respectivamente, na escola e no trabalho, é a melhor opção. O pai de Jessie é farmacêutico e por vezes precisa viajar devido ao seu emprego, deixando a garota sozinha em casa. Isso não é um problema, já que ela é responsável e, devido ao que passou, também precisou se tornar um pouco mais independente.

O que realmente incomoda Jessie, é o fato de que, voltando de uma de suas viagens de trabalho, o pai dela tem um anel no dedo. De casamento. Ela não consegue acreditar que o pai faria uma coisa dessas sem contar para a sua única filha, ainda mais devido as circunstâncias, mas a realidade do ato logo a atinge. E em cheio. Jessie se vê obrigada a se mudar de Chicago para a Califórnia, deixando a sua casa, a escola e a melhor amiga, Scarlett, tudo o que sempre conheceu, para trás. E a menina nem ao menos faz ideia de quem é a sua nova madrasta.

Porém, logo fica claro que dinheiro é o que não falta para a nova esposa de seu pai, que mora em uma casa grande e sofisticada, em um bairro requintado de LA. Ela também tem um filho, Theo, o agora meio-irmão de Jessie, que mal a conhece mas já a odeia, pois acredita que o pai da garota esteja apenas atrás do capital da sua mãe. Nem ela sabe muito bem o que pensar, apesar de ter certeza que o pai nunca faria algo do gênero. A verdade é que Jessie se sente mais sozinha do que nunca, em uma cidade e casa estranhas, num quarto de hóspedes que deveria chamar de seu.

As coisas não ficam muito melhores quando Rachel, sua madrasta, decide que seria bom se ela entrasse para a mesma escola particular de Theo, o colégio Wood Valley, e faz questão de pagar a mensalidade. Além de, no primeiro dia de aula, Jessie errar a turma e ser ignorada por quase todos os alunos, ela percebe que as pessoas de lá são esnobes e arrogantes. Em resumo, a vida dela está uma droga. Entretanto, justo quando tudo parecia perdido, ela recebe um email. De Alguém Ninguém. Jessie não faz a mínima ideia de quem essa pessoa seja, mas parece que AN conhece ela, e, o melhor, está disposto a ajudá-la a se adaptar na nova escola.

Para começar a falar desse livro, primeiro eu preciso falar sobre a Jessie. Uma das personagens mais legais que eu já tive o prazer de conhecer, quer dizer, ler sobre (mas, afinal, é a mesma coisa, não é?!). Para começar, ela tem o sobrenome mais incrível de todos os tempos, Holmes, mas não para por aí. Apesar de tudo pelo que passou - a morte da mãe, a mudança de cidade, ir para uma casa e um colégio onde as pessoas não são exatamente amigáveis - Jessie não é uma garota ingrata, que odeia tudo e todos. Parece que ela decide não se deixar abater, e tenta continuar com a sua vida da melhor forma possível.

Mas, o que achei interessante mesmo na obra foram os outros personagens, e a vida que a Julie Buxbaum dá para cada um eles. Sejam os amigos, colegas, pai, madrasta ou meio-irmão da Jessie, vemos que todos tem uma história, mesmo que ela não seja muito desenvolvida ao longo da trama ou se constitua apenas de pequenos detalhes. Conseguimos enxergar que eles também sentem, ficam alegres, tristes ou com medo, se apaixonam, que são pessoas e que possuem sentimentos. Eles não são apenas "manequins".

O único motivo pelo qual eu dei 4,5 estrelas para Três Coisas Sobre Você, é porque a sinopse dá a entender que a história é um pouco mais misteriosa, promete te deixar em dúvida, e, sinceramente, eu não vi mistério nenhum (leia-se: quem seria AN?), haha. Fora isso, temos um romance ótimo, fofo, muito verdadeiro, e que, definitivamente, merece ser lido. Claro, como todos os YA's o livro tem o seu quê de "mas isso aí é bom demais para ser verdade", porém nada fora do comum. 

A arte de capa está linda, foi um contraste incrível com a da edição estrangeira - que é minimalista, mas muito bonita também - e não há o que reclamar da tradução/revisão. A história é tão envolvente que a leitura se torna extremamente rápida, dinâmica. Definitivamente, não é uma daquelas obras que você fica cuidando quantas páginas faltam para ela acabar a cada capítulo. 3 palavras e 1 conselho: leia esse livro.